Sim é o que tenho pra dizer-te agora.
Sim, eu te amo.
Sim, amo desde que nos conhecemos.
Sim, tive medo de assumir meus sentimentos.
Sim, tive vergonha também.
Sim, arrependi-me de ter deixado a hora de me declarar passar.
Sim, sei que o que passou, passou.
Sim, vou tentar mais uma vez.
Sim, desta vez vou dizer-te.
Sim, eu amo você desde que nos conhecemos e tive medo de paracer uma boba, por ter me apaixonado tão rápido e irreversivelmente.
Sim, pensei em ti todos esses dias, dos últimos oito anos.
Sim, lembrei-me de ti nos momentos mais difíceis e também nos mais doces, nas horas de êxtase e nas de agonia.
Sim, agradeci por ter te conhecido, por ter tido alguns momentos importantes ao teu lado, por ter conhecido teu beijo.
Sim, o que me fizeste sentir quando me abraçavas foi único.
Não, nada vai superar teu abraço: o melhor lugar do mundo é teu.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
A TI
Há horas em que realmente sinto amar-te que a mim mesma!
Hoje estou sentindo isto novemente. Quem dera fosse a primeira vez, a dor já me é velha conhecida. Quando a depressão atingiu seu ápice, senti que o melhor que tinhas feito era ter me deixado falando com as paredes. Senti, no dia da pior crise, que, de alguma maneira, estavas certo ao ir embora, mesmo gostando de mim como eu gostava de ti.
Nos dias de desespero, de dor, de cortes profundos na carne e na alma, no meio da agonia e de uma multidão, senti que foste muito sábio ao me deixar na chuva, chorando, para tomar um banho e recomeçar sua vida, feliz.
A dor foi muita.
Hoje tenho uma filha. A vida mudou muito.
Depois de ti, aprendi a querer bem, mesmo sem querer perto. Quero sinceramente que sejas feliz. Que não me mande notícias, mas que eu possa tê-las apenas para saber que estás feliz. Pensei muito em ti. Como lidaríamos com cada situação juntos. Pensei como seria se nos reecontrássemos.
Um dia qualquer, estava viajando: horas e horas! Já não podíamos estar juntos, o que queria, é que estivesses bem. Que eu, naquele momento, não poderia dar meu melhor.
Mais uma vez, sei que estás feliz. E como desejei tua felicidade. Espero que volte a mim, qulaquer dias desses, pra dizer como estás feliz, que tudo está indo conforme o planejado.
Fique bem.
Eu vou ficar aqui, vou cuidar da minha vida, vou lembrar de você quase todos os dias. Sempre que uma música tocar, sempre que acordar e olhar para ver se há alguém ao meu lado. Sempre que sentir certos sabores, certos cheiros. Sempre vou desconfiar, porque você nunca mente.
Acho que esta é a chave. Você nunca mentiu para conseguir o que queria de mim: conseguia porque eu te amava. E este amor era tão leve que ficou feliz quando seguiste tua própria vida. Seja muito feliz, amor, porque estarei completa somente quando te souber bem!
“Illusions I place inside me”
Há horas em que realmente sinto amar-te que a mim mesma!
Hoje estou sentindo isto novemente. Quem dera fosse a primeira vez, a dor já me é velha conhecida. Quando a depressão atingiu seu ápice, senti que o melhor que tinhas feito era ter me deixado falando com as paredes. Senti, no dia da pior crise, que, de alguma maneira, estavas certo ao ir embora, mesmo gostando de mim como eu gostava de ti.
Nos dias de desespero, de dor, de cortes profundos na carne e na alma, no meio da agonia e de uma multidão, senti que foste muito sábio ao me deixar na chuva, chorando, para tomar um banho e recomeçar sua vida, feliz.
A dor foi muita.
Hoje tenho uma filha. A vida mudou muito.
Depois de ti, aprendi a querer bem, mesmo sem querer perto. Quero sinceramente que sejas feliz. Que não me mande notícias, mas que eu possa tê-las apenas para saber que estás feliz. Pensei muito em ti. Como lidaríamos com cada situação juntos. Pensei como seria se nos reecontrássemos.
Um dia qualquer, estava viajando: horas e horas! Já não podíamos estar juntos, o que queria, é que estivesses bem. Que eu, naquele momento, não poderia dar meu melhor.
Mais uma vez, sei que estás feliz. E como desejei tua felicidade. Espero que volte a mim, qulaquer dias desses, pra dizer como estás feliz, que tudo está indo conforme o planejado.
Fique bem.
Eu vou ficar aqui, vou cuidar da minha vida, vou lembrar de você quase todos os dias. Sempre que uma música tocar, sempre que acordar e olhar para ver se há alguém ao meu lado. Sempre que sentir certos sabores, certos cheiros. Sempre vou desconfiar, porque você nunca mente.
Acho que esta é a chave. Você nunca mentiu para conseguir o que queria de mim: conseguia porque eu te amava. E este amor era tão leve que ficou feliz quando seguiste tua própria vida. Seja muito feliz, amor, porque estarei completa somente quando te souber bem!
“Illusions I place inside me”
sábado, 22 de março de 2008
Amar.
Amar é estado de espírito, disse Mário de Andrade. Verbo intransitivo.
Você não ama alguém, alguma coisa, um lugar. Ama e pronto. Ao amar, está apto a amar tudo. O que há de ruim, de perverso, de dor, você perdoa. Perdão é extensão de amor. Se estamos falando do homem da nossa vida, da mulher da nossa vida, dos nossos pais, dos amigos, da feijoada da Nice, da cerveja no Centro Acadêmico, daquele bolinho de bacalhau que a gente morre de vontade de comer mesmo sabendo o que nos espera depois, serve. Amamos e pronto. Sem razão, sem motivo, sem distinção.
Os filhos nascem e o amor muda completamente. Amor calmo, abnegado, desisteressado e muito apegado. O grande ensinamento que eles nos trazem deve ser esse: desapego.
Sim, porque um dia seu estômago rejeita água; seu nariz rejeita seu próprio cheiro; sua pele mais parece a de um adolescente; sua barriga cresce; batem dois corações dentro do seu corpo; às vezes, é raro, batem até mais do que dois. Essa magia de dois corações é tão linda e tão angustiante. Chega a hora de parir. Ela sempre chega. Quando a barriga já é parte natural do ser; quando mudamos o perfume; quando aprendemos a beber água tônica quente chega a hora da partida, da despedida.
Parto é uma despedida. Se vai parir, despeça-se do outro coração. Despeça-se daquele pequeno coração que bateu acelerado dentro de você. Neste momento, já não é mais seu. Nunca foi. É difícil entender que algo vivo dentro do seu corpo não é seu. E não é.
Quando este coração pula de dentro da barriga, uma nova vida começa com todas as suas implicações. Uma vida que não é sua. É apenas sua responsabilidade até que possa assumir-se como tal.
Engraçado é que crianças têm uma fase em que não querem se desfazer das próprias fezes. Imagine só essa criança crescendo e tendo um filho? Se um dia, ela não gostava da sensação que liberar o que saia de inaproveitável do seu corpo, como vai poder liberar o que seu corpo produziu de mais belo e perfeito: um coração?
Será que alguém pode entender a dor de uma mãe quando ela entende que seu filho não é seu, é dele mesmo?
Minha mãe deve ter sofrido cedo porque sempre fui muito independente. Há dias em que acho que ela ainda não saiba que não sou dela, sou de mim mesma, já que se pega tentando escolher coisas por mim até hoje.
Já tem uns dias que descobri que meu bebê não é meu e dói.
Dói esse negócio de ter que aprender a amar. Amar desapegado.
Você não ama alguém, alguma coisa, um lugar. Ama e pronto. Ao amar, está apto a amar tudo. O que há de ruim, de perverso, de dor, você perdoa. Perdão é extensão de amor. Se estamos falando do homem da nossa vida, da mulher da nossa vida, dos nossos pais, dos amigos, da feijoada da Nice, da cerveja no Centro Acadêmico, daquele bolinho de bacalhau que a gente morre de vontade de comer mesmo sabendo o que nos espera depois, serve. Amamos e pronto. Sem razão, sem motivo, sem distinção.
Os filhos nascem e o amor muda completamente. Amor calmo, abnegado, desisteressado e muito apegado. O grande ensinamento que eles nos trazem deve ser esse: desapego.
Sim, porque um dia seu estômago rejeita água; seu nariz rejeita seu próprio cheiro; sua pele mais parece a de um adolescente; sua barriga cresce; batem dois corações dentro do seu corpo; às vezes, é raro, batem até mais do que dois. Essa magia de dois corações é tão linda e tão angustiante. Chega a hora de parir. Ela sempre chega. Quando a barriga já é parte natural do ser; quando mudamos o perfume; quando aprendemos a beber água tônica quente chega a hora da partida, da despedida.
Parto é uma despedida. Se vai parir, despeça-se do outro coração. Despeça-se daquele pequeno coração que bateu acelerado dentro de você. Neste momento, já não é mais seu. Nunca foi. É difícil entender que algo vivo dentro do seu corpo não é seu. E não é.
Quando este coração pula de dentro da barriga, uma nova vida começa com todas as suas implicações. Uma vida que não é sua. É apenas sua responsabilidade até que possa assumir-se como tal.
Engraçado é que crianças têm uma fase em que não querem se desfazer das próprias fezes. Imagine só essa criança crescendo e tendo um filho? Se um dia, ela não gostava da sensação que liberar o que saia de inaproveitável do seu corpo, como vai poder liberar o que seu corpo produziu de mais belo e perfeito: um coração?
Será que alguém pode entender a dor de uma mãe quando ela entende que seu filho não é seu, é dele mesmo?
Minha mãe deve ter sofrido cedo porque sempre fui muito independente. Há dias em que acho que ela ainda não saiba que não sou dela, sou de mim mesma, já que se pega tentando escolher coisas por mim até hoje.
Já tem uns dias que descobri que meu bebê não é meu e dói.
Dói esse negócio de ter que aprender a amar. Amar desapegado.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Choro.
Chorei muito. Algumas vezes, por mim. Outras, pelos outros. Chorei ao ver na dor dos outros a minha própria dor. As minhas não são os maiores do mundo. São apenas grandes demais para mim. Fraca? Dispenso os rótulos. Se fosse escolher um, seria "delicada". No sentido mais Lígia Fagundes Telles possível. Como porcelana chinesa: tão bela de se observar; quebrável ao tocar. A dor toca. Toda dor me toca. E como toca...
terça-feira, 11 de março de 2008
Tudo começou assim:
Março.
Manhã de quarta-feira.
Faculdade às 8.
Estudar às 10.
Almoçar às 12.
Nunca tive essa disciplina toda e por isso, às 10 estava indo para casa, com uma amiga.
Passava, obrigatoriamente, pela praça central do campus e a conversa estava animada. Olhava para o chão e ria. Levantei o rosto e vi alguém. Ele passou bem ao meu lado. Camiseta do Pantera. Eu disse: "Olha só, meu número". Não me ouviu. Ou fez que não ouviu. Ele não lembra mais disso, já faz oito anos. Eu ainda me lembro. Parece que foi ontem.
Das matérias da faculdade, não fixei nada. A camiseta do Pantera não vai sair jamais da minha cabeça. Nem aquela manhã de quarta-feira em que passei pelo amor da minha vida.
Manhã de quarta-feira.
Faculdade às 8.
Estudar às 10.
Almoçar às 12.
Nunca tive essa disciplina toda e por isso, às 10 estava indo para casa, com uma amiga.
Passava, obrigatoriamente, pela praça central do campus e a conversa estava animada. Olhava para o chão e ria. Levantei o rosto e vi alguém. Ele passou bem ao meu lado. Camiseta do Pantera. Eu disse: "Olha só, meu número". Não me ouviu. Ou fez que não ouviu. Ele não lembra mais disso, já faz oito anos. Eu ainda me lembro. Parece que foi ontem.
Das matérias da faculdade, não fixei nada. A camiseta do Pantera não vai sair jamais da minha cabeça. Nem aquela manhã de quarta-feira em que passei pelo amor da minha vida.
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