domingo, 27 de abril de 2008

A TI

Há horas em que realmente sinto amar-te que a mim mesma!

Hoje estou sentindo isto novemente. Quem dera fosse a primeira vez, a dor já me é velha conhecida. Quando a depressão atingiu seu ápice, senti que o melhor que tinhas feito era ter me deixado falando com as paredes. Senti, no dia da pior crise, que, de alguma maneira, estavas certo ao ir embora, mesmo gostando de mim como eu gostava de ti.
Nos dias de desespero, de dor, de cortes profundos na carne e na alma, no meio da agonia e de uma multidão, senti que foste muito sábio ao me deixar na chuva, chorando, para tomar um banho e recomeçar sua vida, feliz.
A dor foi muita.
Hoje tenho uma filha. A vida mudou muito.
Depois de ti, aprendi a querer bem, mesmo sem querer perto. Quero sinceramente que sejas feliz. Que não me mande notícias, mas que eu possa tê-las apenas para saber que estás feliz. Pensei muito em ti. Como lidaríamos com cada situação juntos. Pensei como seria se nos reecontrássemos.
Um dia qualquer, estava viajando: horas e horas! Já não podíamos estar juntos, o que queria, é que estivesses bem. Que eu, naquele momento, não poderia dar meu melhor.
Mais uma vez, sei que estás feliz. E como desejei tua felicidade. Espero que volte a mim, qulaquer dias desses, pra dizer como estás feliz, que tudo está indo conforme o planejado.
Fique bem.
Eu vou ficar aqui, vou cuidar da minha vida, vou lembrar de você quase todos os dias. Sempre que uma música tocar, sempre que acordar e olhar para ver se há alguém ao meu lado. Sempre que sentir certos sabores, certos cheiros. Sempre vou desconfiar, porque você nunca mente.
Acho que esta é a chave. Você nunca mentiu para conseguir o que queria de mim: conseguia porque eu te amava. E este amor era tão leve que ficou feliz quando seguiste tua própria vida. Seja muito feliz, amor, porque estarei completa somente quando te souber bem!

“Illusions I place inside me”